sábado, 18 de setembro de 2010

II Círculo de Mulheres de Casa Branca – 11 de setembro de 2010

Olá queridas amadas,


Demorei para escrever o relato de nosso último encontro por vários motivos. Correria dos últimos dias e período de digestão. Eu sou assim, às vezes o processo de digestão é lento, queria ter certeza do que escreveria, para não ser injusta, chata ou arrogante.

Mas hoje veio a mim que expor a “minha” leitura do encontro, não deve ser vista, como arrogante ou injusta, afinal é o meu ponto de vista, são os sentimentos que se despertaram em mim e pode ser que muitas tenham sentido vibrações de outro tipo.

Como não poderia deixar de ser, tudo foi muito intenso. Antes da chegada das irmãs, uma querida ligou dizendo que havia batido o carro e não chegaria mais, outra teve diarréia e também desistiu de ir...enfim, é o dia do encontro, tudo muito intenso.

Cheguei mais cedo para ajudar a Carol, na arrumação física e energética da casa, levei chaleira, bacia, palo santo, ametista, água transmutadora, muitas velas...preparamos um altar muito simples, mas muito lindo, nele acendi 3 velas, uma para cada fase da mulher, a jovem, a mãe e a anciã. Defumei a casa, borrifei a água transmutadora, rezei, usei os símbolos do reiki para purificar as energias, pois aconteceria ali naquele dia uma cura direcionada para a irmã Flora.

As mulheres lindas, foram chegando,chegando, chegando e chegando, muitas mulheres vieram, éramos 33. Tentei receber todas com muito amor, gentileza e carinho, a grande maioria retribuiu da mesma forma, algumas não, pareciam estar desconfiadas, amedrontadas, desorientadas...foi difícil conseguirmos iniciar, pois não conseguíamos fazer com que todas se RE – UNISSEM em torno de um foco. Eram muitas mulheres, ansiosas por compartilhar conversas e assuntos variados.

Como o foco que havia sido estabelecido pelas mulheres que estão “puxando” o círculo não havia ficado claro no convite, talvez tenha sido natural esta dificuldade em conseguirmos nos concentrar. O propósito daquele encontro era a cura e o trabalho com a mãe água, através do escalda-pés. Para mim isso já significa claramente foco e concentração, mas esqueci que talvez ali estivessem irmãs que não soubessem como funciona uma sessão de cura Reiki, nem pensei que deveria ter explicado, hoje percebo que deveria tê-lo feito. Desde que quase todas haviam chegado, não estava me sentindo à vontade, meu ser estava se protegendo, algo no coração apertava e dizia que havia energias, presenças ou como preferirem chamar que vampirizavam e não estavam em atitude de doação de amor e sinceridade, coisa que no primeiro encontro não havia ocorrido. Por favor, não me entendam mal. Conversei com as irmãs mais próximas e já conhecidas e a maioria também não estava se sentindo à vontade.

Ao início do encontro (a partir do momento que nos concentramos pela primeira vez) expus a todas que neste dia aconteceria uma cura para a Flora e para todas nós. A cura de Flora, seria a partir de uma visão que tive, com as mulheres reikianas, aplicando em Flora, unidas e ao redor de nós, um circulo de todas as outras mulheres orando a oração de transmutação da chama violeta, transmutando todo o processo de todas.

Bom a partir deste momento, começamos o “processo” do escalda-pés. Por serem muitas irmãs, foi um pouco confuso até conseguirmos levar água fria, quente e ervas à todas. No primeiro encontro, “botamos” fogo no bambuzal da Carol, no segundo inundamos a sala dela com água por todos os lados. As mulheres que serviram as outras irmãs o fizeram de muito bom coração, espero que todas apesar dos contratempos tenham compreendido isto, por isso havíamos pedido confirmação da presença de todas, para conseguirmos preparar tudo da melhor forma. Uma de nossas irmãs passou muito mal durante todo o encontro, vomitou algumas vezes. Então quando praticamente todas estavam servidas, iniciou-se o bastão de fala com as apresentações, de muitas senti vindo a sinceridade do coração, de outras não, senti palavras sem coração. Houve irmãs que disseram palavras lindas como “DEVEMOS MANTER A LEVEZA DO SER FEMININO, O SORRISO NO ROSTO E NEM POR ISSO ACHARMOS QUE SOMOS FRÁGEIS”, algo assim, não me lembro as palavras exatas, sei que elas brotaram do fundo do coração dessa irmã e foram como um bálsamo de leveza pairando no ar. Ao fim das apresentações nomeamos as irmãs que haviam mandado seus nomes para os pedidos de vibração. Comentei com uma irmã que se a energia continuasse “atravessada” como estava, ouviria meu coração e teria que conversar com a Flora para fazermos a cura em outro momento. Mas o encontro foi marcado por várias fases, como a lua!! Quando acabamos a apresentação, muitas irmãs já precisavam ir-se, as que ficaram foram se alimentando, enquanto tentava organizar a sessão de foco da cura que aconteceria (pois acredito que todo o processo tenha sido curador).

Mais uma vez foi difícil conseguir RE-UNIR todas as irmãs, mas conseguimos, enquanto aplicávamos o Reiki em Flora as demais irmãs ao nosso redor oravam. Foi muito perceptível que várias irmãs estavam ali lendo um texto, sem colocar nele sentido, apenas proferindo palavras, algumas seguraram a oração com verdadeira fé e intento. Deixo claro aqui, que todas foram convidadas a participar se sentissem vontade, se sentissem um real querer em seu coração.

A sessão de Reiki, foi muito poderosa, acredito que a cura se desencadeou em todas nós, como já contou a querida e linda Carol Neves, que mesmo gripada, com seu pequeno adoentado, desceu a serra para re-unir-se com todas. Recebi mensagens posteriores de outras irmãs contando que receberam curas nos dias subseqüentes também. Fiquei muito feliz de saber que foi tudo tão abrangente, tão intenso. Ao fim da sessão Flora estava com um sorriso maravilhoso em seus lábios, isso não tem preço! Todas abraçaram Flora e nos abraçamos em um único abraço, muito lindo!

E então mais uma fase da lua, mais uma parada em que todas foram correndo se alimentar e depois, fomos tirar uma carta do Tarô da Deusa, todas embaralharam as cartas e quem tirou a carta foi a querida Flora, e nos apareceu maravilhosa AFRODITE,

Trazendo entre várias mensagens uma central muito forte, “AME-SE DE VERDADE”.

Infelizmente, por já ter se passado uma semana, não consigo me lembrar de tudo perfeitamente. Ao fim da leitura do tarô, nos unimos ao redor do nosso bastão sagrado feminino e todas empunhando-o passamos o mesmo aos cuidados da nossa querida Flora, durante esta lua ela está cuidando da união da energia feminina sagrada de todas nós. Foi muito lindo este momento de entrega do bastão a ela, inclusive neste momento, a caixa dá água fez um barulho de água super forte (como não poderia deixar de ser não é mesmo, afinal o elemento do encontro era a água).

Neste momento várias irmãs se foram, inclusive eu, pois estava muito cansada e com uma dor de cabeça forte

Depois as irmãs que ficaram me contaram da outra fase da lua do encontro que infelizmente perdi. A parte da cumplicidade e da compreensão.

No dia seguinte ao encontro, acordei ainda com a dor de cabeça que continuou até que tomei um bom banho de descarrego e melhorei bastante. Passei o dia repassando os acontecimentos em minha mente, sentindo que para mim havia faltado alguma coisa, e cheguei a “conclusão” de que nosso encontro da água realmente tinha sido como a água, que se espalha quando não tem uma taça que a conserve. Acho que a taça que faltou foi o foco e o intento comum, aqui peço perdão as lindas irmãs por não ter explicado melhor o foco do encontro, o que é a cura, como acontece, como seria interessante nos ligarmos à ela e todos esses detalhes que ficaram para traz. Eu aprendi muito com tudo isso, fiquei muito feliz depois por ver quantas curas aconteceram, ver que mesmo a água se espalhando ela leva purificação onde quer que chegue.

Fiquei feliz de ver que algumas das irmãs que haviam chegado em outros tipos de vibrações ao ir-se estavam diferentes, estavam tocadas. Fiquei feliz por aprender que as “coisas” tem seu ritmo e não o meu ritmo, que um grupo de mulheres mutantes como a lua mudam tudo ao seu redor, mudam tudo dentro de si, mudam... fiquei muitoooo feliz de ver que a mais nova integrante do círculo tinha apenas 9 meses e tem o lindo nome de Flor e falava nas melhores horas e proferia as palavras mais lindas e puras, de ver que neste encontro estavam mulheres maduras, nos seus 60... anos que adoraram estar conosco.

Fiquei triste por não ter ouvido mais das irmãs queridas que estavam lá, senti falta da cumplicidade, do partilhar de sentimentos e vivências.

Enfim tudo foi muito importante, para o crescimento pessoal, para o aprendizado do grupo, para podermos entender melhor como direcionar os encontros para um propósito em comum. Espero que no próximo encontro as queridas irmãs estejam conosco novamente, para que possamos juntas RE-UNIRMO-NOS com um mesmo propósito.

Gratidão à Mãe Divina por tudo e todas!

AHA! POR TODAS AS NOSSAS RELAÇÕES!

2 comentários:

Anônimo disse...

Oi Dani: estava sem querer "cobrar" mas não via a hora de saber tudo sobre o encontro. Muito obrigada por sua bela descrição, pude me sentir um pouco aí próxima de vcs. Cada encontro é um encontro e se o primeiro teve traços de tragicomédia, este parece ter tido traços mais sutis. Obrigada por compartilhar.
Por todas as nossas relações, namaste!CARLA LINDOLFO

Carol Neves disse...

Dani...Dani...sempre tão sensível. Que bom ler mais esse relato. Minha percepção foi muito parecida com a sua, e mesmo passando mal, fiquei até a última etapa, o que me fez questionar se o número de mulheres não teria tornado as coisas um pouco confusas. Foi tudo muito especial, mas cheguei a comentar com a Bárbara que se o número de mulheres aumentar no próximo encontro, podemos pensar em dividir o grupo em 2 ou 3 núcleos. Acho que as trocas fluem melhor com um número menor de mulheres, quando podemos conhecer melhor cada uma. Bom...essa é uma visão pessoal. Podemos conversar sobre isso no próximo. Ao chegar em casa naquela noite passei por processos bem difíceis com meu pequeno e meu companheiro, mas a cura de TUDO se deu no próprio domingo. Aliás, eu que estava péssima de sinosite, na segunda-feira já não tinha mais nada. Gratidão eterna a você querida (tão forte e doce) e a todas as mulheres que estiveram presentes. Ansiosa pelo próximo (claro) :o) Amor e Luz