terça-feira, 5 de julho de 2016

A VIAGEM A CAVERNA UTERINA de Ximena Avila


Um texto lindo, que repassa com carinho sobre nossa ligação uterina entre mulheres e entre os úteros universais. Gratidão a Ximena por escrevê-lo, gratidão a Isabel por traduzí-lo.

A VIAGEM À CAVERNA UTERINA por Ximena Avila


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Nas profundezas de cada mulher há uma caverna que guarda os segredos das suas memórias uterinas. Nas suas paredes de rocha, existem hieróglifos que relatam tudo o que ela precisa saber sobre si mesma. Um saber tão profundo e extenso como as estrelas do céu, pelo que ela irá necessitar de muitas vidas para revelar uma parte importante dela. Cada mulher é um cântaro de histórias que guarda a verdade sobre a humanidade e a origem do Universo. Mas o que cada mulher não sabe é que a sua caverna uterina conecta-se com as cavernas das suas ancestrais e também com os das demais mulheres. Partilhamos a memória da humanidade nos nossos úteros. Existem marcos que ocorreram ao longo do tempo e que estão plasmados no ventre de cada mulher, assim quando cada uma se cura, cura a outra e a humanidade.
A minha viagem pessoal à caverna uterina foi dolorosa e maravilhosa também, merecendo uma transcendência única na minha vida, que é o que desejo com profundo amor partilhar convosco.
A primeira vez que entrei numa Cerimónia de Temazcal não fiz mais do que chorar. Não conseguia reconhecer de onde vinha tanta tristeza e era o mesmo que acontecia durante as minhas menstruações, pois durante esta viagem existia em mim uma dor inexplicável que o meu corpo e mente não conseguiam alcançar compreensão nem processar.
Mais tarde compreendi que ir a uma tenda de suor, assim como a menstruação, simbolizam o regresso ao útero da Mãe e ali curas aquilo que precisas no momento da tua vida. Esta entrada ao útero dá-nos a consciência de tudo o que estava sem vida dentro dele e ali estão os cemitérios ancestrais habitados por sonhos frustrados, os desamores, os não nascidos, os exilados da família, os esquecidos e os não honrados.
O mesmo acontece durante cada menstruação – cada uma de nós empreende uma viagem solitária à sua própria caverna uterina, essa que leva escritas as nossas histórias de alma e também esse poder criador e a energia sexual das nossas ancestras. Essa força que se foi acumulando à medida que cada mulher do fio vermelho foi parindo e foi capaz de transmitir a vida de geração em geração de forma incansável e ininterrupta até permitir que nós possamos estar aqui e agora. Contudo, nesta viagem deve-se honrar todas as mulheres da nossa árvore, sem esquecer nenhuma delas, tenha sido mãe ou não, tenha sido feliz ou triste, tenha sido boa ou má. Apenas com o facto de recordar uma ancestra e honrar tanto a sua existência como a sua morte, há carga que se soltam e caminhos que se abrem na nossa vida.
Desde o princípio dos tempos, mulheres e homens compreenderam que a menstruação da mulher a conduzia a um estado de transe que apenas elas eram capazes de experimentar. Assim, o seu regresso à caverna uterina ocorria cada mês, lua a lua, e nessa viagem rezavam por toda a humanidade. Foi assim que as xamãs começaram a alcançar este estado de transe com a viagem de tambor e plantas de poder. Com o transe, ingressavam a caverna uterina das suas linhagens, alcançando o mesmo poder sanador que obtinham as mulheres durante o sangramento.
Por outro lado, o tratamento com o Ovo de Obsidiana foi um veículo até à caverna uterina, sendo um toque final na minha viagem pessoal. Através dos sonhos e meditações foram-se revelados segredos transcendentais da minha árvore, o que me permitiu encontrar as raízes da imensa tristeza que habitava o meu espaço uterino. Contudo, aí compreendi que uma parte da cura é encontrar uma resposta e logo surge a tomada de consciência de mudar crenças e hábitos de vida que é o mais difícil. Quando encontras as raízes de uma doença apenas estás a metade do caminho.
A obsidiana também me permitiu reconhecer-me numa linguagem simbólica profunda. Aprende que cada vez que sonhava com água, representava na minha psique o estado emocional da minha caverna uterina, manifestado pelo estado energético do meu segundo chakra. Aprendi assim que as águas turvas eram sinal que a minha menstruação iria chegar intensa, com dores ou com coágulos. Por outro lado, as águas cristalinas e lívidas em que muitas vezes me via a flutuar, indicavam uma menstruação que iria chegar suave e amorosa. A água é um espelho por excelência e, apareça no interior ou no exterior, sempre nos mostra a nossa alma.
Convido-te que durante cada menstruação observes com profunda atenção quais são os sentimentos que mais te invadem. Fecha os teus olhos e abre-te a conhecer as histórias da linhagem que existem atrás de cada sensação. Recorda que cada momento de sangramento é uma viagem profunda à caverna e isto te permitirá compreender com amor e paz a tua dor física e emocional.
Recorda-te que não estás só, não és a única. És um cântaro de histórias universais, escreve essas histórias e comparte-as com o mundo.
Espero que de alguma forma, a tua viagem à caverna uterina apenas te traga cura.
Abraço-te.
Ximena
Se vais copiar este artigo, peço-te para citares a fonte http://www.cantarosagrado.cl
Texto original – http://www.cantarosagrado.cl/2016/03/23/el-viaje-a-la-caverna-uterina/
Traduzido por Isabel Maria Angélica | No Ninho da Serpente | Círculos de Mulheres, Março de 2016

QUERIDAS uma grande amiga, que correu muito atrás de uma forma de liberar-se de seus miomas sem a retirada do útero (14 miomas que equivaliam a uma gravidez de 16 semanas). Ela conseguiu o contato de um médico que atende com uma tecnica francesa chamada EMBOLIZAÇÃO, que retira os miomas, com pequeno corte na área da virilha, sem precisar retirar o útero.
Aqui o cantato desse homem que diz que "Seu trabalho é preservar os úteros, pois ele sabe que o útero é essencial para a vida feminina."

Aqui o contato: Dr. ILVEU COSME DIAS
                       (31) 2510-3355/ 3311      www.clinicalsemper.med.br

Não estou recebendo anda para fazer esta divulgação, mas agradeço este homem, que até agora foi o único que ví tratar de forma humana e sensata uma mulher que quer preservar e reconhece o valor de seu útero.

sábado, 16 de janeiro de 2016

AROMATERAPIA EM DIVINÓPOLIS - JANEIRO 2016

Começando o ano em Divinópolis!!!
Para quem quer aprender a cuidar de sí e de sua família com os óleos essenciais!!! 

Com Dani Cuccia, aromatóloga pelo IBRA.

v Introdução no mundo dos óleos essenciais
v Farmácia básica para crianças e adultos.

v Aplicações e formas de uso.

Inscrições e informações:
Rebeca Charchar
rebecadoula@gmail.com
(37) 98404-9860


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

SETEMBRO EM GRANDE ESTILO!

Convidamos à todos para nossas atividades de setembro:

Cerimônia de Shanupa, 11/09, 19h Casa Colibri, BH, MG
Oficina de Bolo vivo, 12/09, 8:30 às 12h, CAsa Colibri, BH, MG
Curso de AROMATERAPIA para Mães e Filhos, 20 de setembro, 8:30 às 14h, Casa Colibri, BH, MG                                                                     
Circulo de Mulheres, Celebração da Primavera, 23 de setembro, 19h,Casa Colibri, BH, MG                                                                                                
AULA INAUGURAL GRATUITA RODA DE ESTUDOS DE XAMANISMO, 
23 de setembro, 19h, Exercícios de Vida, BH,MG

CELEBRAÇÃO EQUINÓCIO DE PRIMAVERA: Cerimônia Andina e Temazkal,  CAsa BRanca, MG                                                                   
INFORMAÇÕES no aguiaecondor@gmail.com

TODAS AS ATIVIDADES NECESSITAM DE INSCRIÇÃO ANTECIPADA exceto a cerimônia de shanupa.

PROGRAME-SE ESPERAMOS POR VOCÊ!






quarta-feira, 19 de agosto de 2015

SABEDORIA TOLTECA - “A ARTE DOS SERES DE ROSTO SÁBIO E CORAÇÃO FIRME” Com Ana Luisa Solis Gil (México)

Pela primeira vez no Brasil!
SABEDORIA TOLTECA
“A ARTE DOS SERES DE ROSTO SÁBIO E CORAÇÃO FIRME”
Com Ana Luisa Solis Gil (México)

Informações: aguiaecondor@gmail.com

Uma maneira intensa de passar o feriado de finados, se aprofundando nessa sabedoria ancestral, em meio as montanhas de Casa Branca (consulte as possibilidades de hospedagem conosco, conseguimos preços especiais para os participantes).

IMPERDÍVEL estar na presença desta mulher de sabedoria e amor!!!
Dani Cuccia



quarta-feira, 1 de julho de 2015

13º Círculo de Mulheres da Casa Colibri, com Dani Cuccia

Com muito amor e alegria convido as que sentirem o chamado para a 
13ª RE-UNIÃO (Círculo de mulheres) na Casa Colibri, na próxima quarta, 8 de julho.

CONFIRMAR PRESENÇA ANTECIPADAMENTE pelo aguiaecondor@gmail.com

Vamos trabalhar a cura de nossa relação com nosso pai, o primeiro homem de nossa vida...


sexta-feira, 26 de junho de 2015

TEMAZKAL CELEBRANDO O INVERNO em CASA BRANCA - MG

Convidamos à todos para celebrarem o INVERNO, neste rezo maravilhoso dentro do sagrado TEMAZKAL!

CONFIRMAR PRESENÇA ANTECIPADA pelo aguiaecondor@gmail.com

Quem desejar se hospedar no sítio Taguató Ambá, por favor entre em contato para receber os telefones para fazer sua reserva.


quinta-feira, 18 de junho de 2015

Bálsamo de Sabedoria - Avuela Margarita

Em certos momentos palavras como essas são tudo o que precisamos para nos centrar novamente e continuar nossa caminhada rumo ao infinito.
Tlazokamatle!
Entrevista com Avuela Margarita

“Cuando quiero algo me lo pido a mí misma”

Abuela Margarita
La Abuela Margarita, curandera y guardiana de la tradición maya, se crió con su bisabuela, que era curandera y milagrera. Practica y conoce los círculos de danza del sol, de la tierra, de la luna, y la búsqueda de visión. Pertenece al consejo de ancianos indígenas y se dedica a sembrar salud y conocimiento a cambio de la alegría que le produce hacerlo, porque para sustentarse sigue cultivando la tierra. Cuando viaja en avión y las azafatas le dan un nuevo vaso de plástico, ella se aferra al primero: ‘No joven, que esto va a parar a la Madre Tierra’. Rezuma sabiduría y poder, es algo que se percibe con nitidez. Sus rituales, como gritarle a la tierra el nombre del recién nacido para que reconozca y proteja su fruto, son explosiones de energía que hace bien al que lo presencia; y cuando te mira a los ojos y te dice que somos sagrados, algo profundo se agita.
Ella nos dice: ‘Tengo 71 años. Nací en el campo, en el estado de Jalisco (México), y vivo en la montaña. Soy viuda, tengo dos hijas y dos nietos de mis hijas, pero tengo miles con los que he podido aprender el amor sin apego. Nuestro origen es la Madre Tierra y el Padre Sol. He venido a la Fira de la Terra para recordarles lo que hay dentro de cada uno.’
-¿Dónde vamos tras esta vida?
-¡Uy hija mía, al disfrute! La muerte no existe. La muerte simplemente es dejar el cuerpo físico, si quieres.
-¿Cómo que si quieres…?
-Te lo puedes llevar. Mi bisabuela era chichimeca, me crié con ella hasta los 14 años, era una mujer prodigiosa, una curandera, mágica, milagrosa. Aprendí mucho de ella.
-Ya se la ve a usted sabia, abuela.
-El poder del cosmos, de la tierra y del gran espíritu está ahí para todos, basta tomarlo. Los curanderos valoramos y queremos mucho los cuatro elementos (fuego, agua, aire y tierra), los llamamos abuelos. La cuestión es que estaba una vez en España cuidando de un fuego, y nos pusimos a charlar.
-¿Con quién?
-Con el fuego. ‘Yo estoy en ti’, me dijo. ‘Ya lo sé’, respondí. ‘Cuando decidas morir retornarás al espíritu, ¿por qué no te llevas el cuerpo?’, dijo. ‘¿Cómo lo hago?’, pregunté.
-Interesante conversación.
-’Todo tu cuerpo está lleno de fuego y también de espíritu -me dijo-, ocupamos el cien por cien dentro de ti. El aire son tus maneras de pensar y ascienden si eres ligero. De agua tenemos más del 80%, que son los sentimientos y se evaporan. Y tierra somos menos del 20%, ¿qué te cuesta cargar con eso?’.
-¿Y para qué quieres el cuerpo?
-Pues para disfrutar, porque mantienes los cinco sentidos y ya no sufres apegos. Ahora mismo están aquí con nosotras los espíritus de mi marido y de mi hija.
-Hola.
-El muertito más reciente de mi familia es mi suegro, que se fue con más de 90 años. Tres meses antes de morir decidió el día. ‘Si se me olvida -nos dijo-, me lo recuerdan’. Llegó el día y se lo recordamos. Se bañó, se puso ropa nueva y nos dijo: ‘Ahora me voy a descansar’. Se tumbó en la cama y murió. Eso mismo le puedo contar de mi bisabuela, de mis padres, de mis tías…
-Y usted, abuela, ¿cómo quiere morir?
-Como mi maestro Martínez Paredes, un maya poderoso. Se fue a la montaña: ‘Al anochecer vengan a por mi cuerpo’. Se le oyó cantar todo el día y cuando fueron a buscarle, la tierra estaba llena de pisaditas. Así quiero yo morirme, danzando y cantando. ¿Sabe lo que hizo mi papá?
-¿Qué hizo?
-Una semana antes de morir se fue a recoger sus pasos. Recorrió los lugares que amaba y a la gente que amaba y se dio el lujo de despedirse. La muerte no es muerte, es el miedo que tenemos al cambio. Mi hija me está diciendo: ‘Habla de mí’, así que le voy a hablar de ella.
-Su hija, ¿también decidió morir?
-Sí. Hay mucha juventud que no puede realizarse, y nadie quiere vivir sin sentido.
-¿Qué merece la pena?
-Cuando miras a los ojos y dejas entrar al otro en ti y tú entras en el otro y te haces uno. Esa relación de amor es para siempre, ahí no hay hastío. Debemos entender que somos seres sagrados, que la Tierra es nuestra Madre y el Sol nuestro Padre. Hasta hace bien poquito los huicholes no aceptaban escrituras de propiedad de la tierra. ‘¿Cómo voy a ser propietario de la Madre Tierra?’, decían.
-Aquí la tierra se explota, no se venera.
-¡La felicidad es tan sencilla!, consiste en respetar lo que somos, y somos tierra, cosmos y gran espíritu. Y cuando hablamos de la madre tierra, también hablamos de la mujer que debe ocupar su lugar de educadora.
-¿Cuál es la misión de la mujer?
-Enseñar al hombre a amar. Cuando aprendan, tendrán otra manera de comportarse con la mujer y con la madre tierra. Debemos ver nuestro cuerpo como sagrado y saber que el sexo es un acto sagrado, esa es la manera de que sea dulce y nos llene de sentido. La vida llega a través de ese acto de amor. Si banalizas eso, ¿qué te queda? Devolverle el poder sagrado a la sexualidad cambia nuestra actitud ante la vida. Cuando la mente se une al corazón todo es posible. Yo quiero decirle algo a todo el mundo…
-¿…?
-Que pueden usar el poder del Gran Espíritu en el momento que quieran. Cuando entiendes quién eres, tus pensamientos se hacen realidad. Yo, cuando necesito algo, me lo pido a mí misma. Y funciona.
-Hay muchos creyentes que ruegan a Dios, y Dios no les concede.
-Porque una cosa es ser limosnero y otra, ordenarte a ti mismo, saber qué es lo que necesitas. Muchos creyentes se han vuelto dependientes, y el espíritu es totalmente libre; eso hay que asumirlo. Nos han enseñado a adorar imágenes en lugar de adorarnos a nosotros mismos y entre nosotros.
-Mientras no te empaches de ti mismo.
-Debemos utilizar nuestra sombra, ser más ligeros, afinar las capacidades, entender. Entonces es fácil curar, tener telepatía y comunicarse con los otros, las plantas, los animales. Si decides vivir todas tus capacidades para hacer el bien, la vida es deleite.
-¿Desde cuándo lo sabe?
-Momentos antes de morir mi hija me dijo: ‘Mamá, carga tu sagrada pipa, tienes que compartir tu sabiduría y vas a viajar mucho. No temas, yo te acompañaré’. Yo vi con mucho asombro como ella se incorporaba al cosmos. Experimenté que la muerte no existe. El horizonte se amplió y las percepciones perdieron los límites, por eso ahora puedo verla y escucharla, ¿lo cree posible?
-Sí.
-Mis antepasados nos dejaron a los abuelos la custodia del conocimiento: ‘Llegará el día en que se volverá a compartir en círculos abiertos’. Creo que ese tiempo ha llegado.