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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Relato de parto Dani e Artur


Um relato de parto, não se inicia no dia do parto. Mas desde a concepção, até antes (acho que desde a nossa própria concepção), pois tudo, fará parte da hora P. A frase “o parto acontece entre as orelhas” é muito verdadeira, mas acrescento à ela, por experiência própria, que quando corpo, mente e espírito trabalham alinhados, tudo dá certo.

Relato da gestação
Meu querido Artur, foi encomendado nas montanhas de Casa Branca, com muito amor, carinho e foi muito desejado. Seu irmão Pedro, foi o primeiro a perceber sua chegada. Avisando-me aos 34 dias da última menstruação, que tinha “neném” em meu ventre. Confirmei pelo teste de farmácia, no dia seguinte ao aviso. Ficamos muito felizes e já na descoberta, percebi a diferença da primeira gestação. Na primeira vez, vem a alegria, junto com a ansiedade e o “medo” do desconhecido, na segunda veio a alegria com a tranqüilidade de se conhecer melhor o caminho por onde se vai caminhar. Caminhos que levam a um destino comum, mas completamente diferentes.

Foi uma gestação muito tranqüila, sem nenhuma “anormalidade”. Diferente da primeira, onde investimos uma boa grana com acompanhamento de GO “humanizado” particular, fiz meu pré-natal, com a EO Lília (minha anja querida), já no Sofia Feldman, diretamente, tudo pelo SUS, sem gastar um centavo e recebendo um atendimento ímpar, em todos os sentidos. Foi um pré-natal acompanhado por homeopatia, florais, auriculopuntura, escalda-pés na última semana com reflexologia podal... enfim, tudo de bom. Desde a descoberta da gravidez eu já sabia que queria um parto natural novamente, na Casa de Parto, na banheira. E assim visualizei, mentalizei, rezei, meditei...para que fluísse tudo para isso. Meus ultrassons, foram feitos com o amigo querido Dr. Lucas, ao qual quero aqui agradecer pelo carinho e dizer que é o melhor profissional da área com quem me consultei.

Dei aulas de yoga até a 37ª (27 de julho) semana de gravidez. Arrumando as coisas aos poucos, achando que Artur chegaria lá pro dia 12 de agosto. Fazendo as lembrancinhas aos poucos, deixando várias coisas pra última semana (pra nós né rsrs).

Marcamos o chá de bênçãos com as queridas da ONG Bem Nascer (agora Parto Ativo BH), para o dia 6 de agosto de 2011.

Na sexta, anterior, dia 5 de agosto, saí de Casa Branca com Pedro, por volta de meio dia, numa carona com Zé até o Verde Mar, onde encontramos com o Ka, fizemos compras no supermercado, para o chá de bênçãos que aconteceria no dia seguinte. Depois fomos a um bazar de artigos de cozinha, do qual saí correndo pela quantidade de gente (rsrs detesto essa muvuca consumista) e de lá fomos para Ibirité, encomendar um móvel, pegamos a estrada de terra entre Casa Branca e o destino final, a maior balangação, um calor daqueles. Chegamos em casa bem cansados, tomamos um bom banho, relaxamos um pouco. À noite assistimos a um filme bacana, que tinha a música celta como tema, tínhamos comentado à poucos dias, que iríamos separar música celta para o parto do Artur, comentei com Ka que estava sentindo o Artur bem lá embaixo, que havia umas semanas que estava sentindo algumas cólicas, que já estava pra chegar a hora mesmo, que ele não esperaria tanto quanto o Pedro. Fomos dormir, por volta de 11h...

Relato de Parto
Acordo assustada, com um líquido quente escorrendo, pulei da cama com a “água” descendo pelas pernas, acordei o Ka, “Ka a bolsa estourou!!!” levei um susto, não esperava que seria com 38 semanas e 2 dias (meia noite). O Ka pulou da cama sem entender nada, eu dizendo “corre, pega as toalhas e o pano de chão”. Fui ao banheiro, sentei e fiquei pensando, “o que vamos fazer!” Não estava sentindo contrações. Liguei pra Lília e ela disse: “vá pro Sofia, já vou encaminhar tudo pra você”, e eu, “mas não estou sentindo contrações ainda”, ela, “você precisa ir mesmo assim”. Aí levei outro susto, fiquei meio apavorada, pensando “não quero induzir o parto, estou sem contrações, com a bolsa rota...” estava bem nervosa nessa hora, fui arrumando algumas coisas que faltavam, a sorte que as malinhas da família toda já estavam prontas fazia umas 3 semanas. Aí parei pra respirar, parei em frente ao meu altar e rezei, pedi a Mãe Divina e ao Grande Espírito, para me darem calma, confiança em meu corpo e que eles me encaminhassem para o melhor caminho, respirei profundamente e fomos. Pegamos o Pedro, dormindo como um ursinho, colocamos no carro e fomos deixá-lo na casa da Nonna. No caminho entre Casa Branca e a casa da minha mãe, fomos conversando, ouvindo música, falando como a noite estava mágica pela neblina que havia na estrada e comecei a sentir as contrações, já de 4 em 4 minutos. Fiquei pensando como faria pra avisar as meninas que não teria mais o chá de bênçãos, não tinha conseguido achar o telefone de nenhuma delas pra avisar. Chegando na casa da minha mãe, minha irmã e meu cunhado estavam lá nos esperando e iam nos acompanhar. Pedro acordou ao chegar lá e pelo que fiquei sabendo depois ele passou a madrugada acordado em TP junto conosco rsrs, eu lhe dei um beijo e disse que estava indo buscar o Artur para ele.
Entre a casa da minha mãe e o Sofia, as contrações já estavam de 3 em 3. Chegando ao Sofia (3 da manhã), fomos na admissão, preenchemos a ficha, descemos pra Casa de Parto, fui pro quarto ao lado do da banheira, eu queria o Leila Diniz, mas ia descer uma moça pra ter o bebê lá, então teria que ficar no outro quarto, pensei “importante é que estou aqui na Casa de parto”. Enquanto vinham as contrações eu me agarrava ao meu companheiro, segurava em sua blusa de frio que estava perfeita pra essa função, respirava fundo e expirava “uuuuuuuuuuu”, sentia em meu corpo e minha alma, como a respiração, o som, o corpo e o espírito estavam alinhados, nesse momento, não havia mente. Sentia minha bacia abrindo, os ossos da lombar abrindo, o Artur descendo cada vez mais... quando chegou a EO que estava de plantão, Adrinês, a anja da vez. Eu já estava pra lá da partolândia, nem lembro o que ela me dizia ou perguntava muito bem, mas ela perguntou se eu queria saber como estava a dilatação, eu pedi pra ela olhar, pois as contrações já estavam praticamente emendadas uma na outra, qual não foi nossa surpresa quando ela disse, já está de 7 pra 8, aí como ela viu a rapidez que estava o processo, já fez a desinfecção do quarto da banheira, pois a moça que ia para lá quis subir para tomar anestesia e o quarto da banheira era nosso!!!!!!! Trocamos de quarto, pedi o Ka para montar o altarzinho, colocar a música, que devo confessar, não lembro bem qual era, acho que flautas apaches. Havia separado o incenso de copal do México para acender, mas nem deu tempo, colocamos o difusor com olíbano e lavanda, fui para o banheiro fazer xixi e estava me sentindo muito “confortável” durante as contrações naquela posição, então pensei “vou sair daqui, senão nasce”, peguei a bola, sentei nela e fiquei “rebolando” durante as contrações e o mantra que era “uuuuuuuu” já tinha se tornado “aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa”, juro que eu me ouvia e achava que era uma baleia cantando, e foi muito forte, pois eu sentia exatamente tudo que estava acontecendo em meu canal de parto, acontecendo em minha garganta e boca através do som, dos mantras que emitia. Senti o Artur chegando quase a sair na bola, enquanto se enchia a banheira, segurei, pois queria que ele nascesse na banheira, na verdade, não sei se foi viagem minha, mas acho que ele bateu na bola e voltou... a banheira cheia, fui entrando pedindo “Artur, espera sua mãe entrar”, entrei na banheira e aquela água morna estava deliciosa, instantaneamente diminuíram as dores na lombar. Ka estava sentado atrás de mim, pedi pra ele ficar de blusa para que eu pudesse agarrar nela nas contrações para não machucá-lo, veio mais uma contração e “aaaaaaaa” senti a cabeça saindo, olhei pra água e era ela mesmo, aí meu pensamento “é agora, vou dar tudo de mim e trazer o Artur” mais um “aaaaaaaaaaaaaaaaa” e pus os pés na parede da banheira e ele chegou, eu senti cada parte dele saindo e o peguei na hora (4:24 da madrugada do dia 6 de agosto de 2011) abracei e chorei junto com meu amado companheiro e agradeci muito ao Grande Espírito e a Mãe Divina, e só conseguia dizer “meu filhinho, meu filho, você chegou meu amor, que benção” foi tudo perfeito demais, rápido demais, abençoado demais. Ficamos na banheira até o cordão parar de pulsar, quando o Ka, cortou o mesmo. Aí saímos da água abençoada, o pequeno ficou no colo da tia enquanto eu recebia os pontinhos da minha laceraçãozinha de primeiro grau. Acabada essa parte chata, meu pequeno voltou pro meu colo e mamou, mamou, mamou umas 2 horas seguidas. Estávamos no quarto eu, Ka, Artur, tia Valeria e tio Ricardo, namorando e admirando o milagre da vida. O milagre que se inicia no ventre abençoado da mulher que se une com amor ao seu companheiro e recebe de Deus, o presente, a benção, o poder e a responsabilidade de gerar, parir, nutrir e educar as crianças, flores desse mundo.

GRATIDÃO imensa e um carinho enorme, com lugar nos nossos corações para sempre a querida Lília, que mesmo não estando fisicamente presente no momento, esteve lá conosco. E ainda passou na manhã seguinte, cedinho, com sua maletinha de aurículo, para colocar umas agulhinhas em minha orelha para ajudar no TP, qual não foi a sua surpresa ao chegar e ver-nos todos felizes com o pequeno Artur em mãos, e lá se foi minha anja, levar sua missão adiante em outros lugares. Lília, beijos de luz em seu coração!

Gratidão a Adrinês, querida que esteve nos acompanhando no momento do parto. A toda equipe da Casa de Parto e a todos os mantenedores, diretores, funcionários do Sofia Feldman.

Gratidão a minha mãe e minhas ancestrais parideiras e fortes que me ensinaram a força da mulher. Gratidão a Valeria e Ricardo, por nos acompanharem e estarem conosco neste momento único.

Gratidão a você Ka, meu amado, que está comigo nesta caminhada, partilhando, construindo e seguindo ao meu lado. (ahhh fizemos 7 anos de casados, no dia seguinte ao nascimento do Artur)Te amo!

Gratidão a Rebeca, querida doula virtual que me ajudou com tantas dúvidas durante a gestação. Grata as queridas da lista da ONG Bem Nascer, pelas bênçãos virtuais recebidas, foram tão fortes que nem o chá conseguiu acontecer.

Vamos parar nossa produção por aqui, mas se eu tivesse mais 100 filhos seriam todos de parto natural, novamente com certeza.

GRATIDÃO MÃE DIVINA E GRANDE ESPÍRITO!
  
ARTUR - Círculo de Fogo e Água

Verdade seja dita, no segundo filho você fica bem mais relaxado! Relaxado no pré-parto, na hora "H", nos primeiros dias, primeiros meses e... até para escrever o relato de parto!
Por isso escrevo só agora, quase quatro meses após o nascimento de meu filho muito amado, o Artur!
A tranquilidade no nascimento do Artur foi tanta que quando a Dani me acordou na madruga de 06 de agosto dizendo que a bolsa tinha arrebentado, meu sonolento pensamento foi: "ela foi dormir com bolsa de água quente?".
Porém nem tudo foram flores, após tomar consciência de que bolsa ela estava falando, tivemos um pequeno susto pois não havia ainda contração. Ligamos para a Lílian do Sofia (que havia feito o acompanhamento pré-natal da Dani) e ela nos dise para irmos assim mesmo para a Casa de Parto.
Pegamos o Pedro e lá fomos, madrugada adentro, pelos enevoados sendeiros do Parque do Rola Moça rumo a BH, no caminho as contrações se iniciaram e ficamos mais tranquilos.
Após deixarmos o Pedro na casa da avó, com a promessa de que logo ele iria conhecer o irmãozinho, fomos para o Sofia Feldman e quase a chegar lá as contrações já estavam de 3 em 3 minutos!
Assim que chegamos, passamos na recepção do hospital para dar entrada e logo fomos para a Casa de Parto. Dessa vez a Dani estava disposta a parir na banheira, porém a sala Leila Diniz estava ocupada. Mas quis a providência divina que a Mãe que lá estava fosse (não me lembro se por vontade própria ou por característica do parto) para a maternidade. Esperamos em outra sala a higienização do quarto e banheira enquanto as contrações eram mais fortes e próximas, Dani, mais uma vez com muita coragem e força a dizer que sentia que o Artur já estava quase a chegar!
Assim que o anjo da vez, a Adrinês, disse estar pronto o quarto, trocamos e ainda aguardamos um pouco na espera de encher a banheira, nisso a Dani estava sentada na bola de borracha e em uma contração mais forte disse ter sentido a cabeça do Artur (achei muita graça nessa hora pois imaginei ele sindo e batendo a cabacinha na bola de borracha).
Banheira pronta e caímos n'água, contrações muito fortes, o chamado "anel de fogo" na água e já na segunda sequência de contrações vejo uma mancha escura no fundo da banheira da qual emerge o meu menininho, o Artur! Bem vindo meu amado Leão nascido de um Círculo de Fogo na Água! Mais uma vez, ao exemplo do Pedro, cortei o cordão umbilical do meu filho, porém dessa vez sem receios como na primeira. Adrinês dise que praticamente não havia feito nada, que sua contribuição foi mínima, porém sua presença e segurança e apoio foram fundamentais, gratidão a você, anjo da vez e à Lília que sempre esteve presente e no dia seguinte apareceu para conhecer o Artur. A você Dani, que dizer de uma mulher que sempre me surpreende e que se revela a a cada dia uma mãe, esposa e mulher melhor! Te Amo Muito! E a você Artur, meu amado e precioso filho, leonino e leãozinho! Se demorei a escrever o relato de seu parto foi porque o trabalho agora é dobrado, porém o amor por você e seu irmão são infinitos e imensuráveis! Seja muito feliz em nossa família meu filhinho, que Deus e a Grande Mãe me capacitem para assumir a sagrada missão de ajudá-lo em seu caminhar nessa vida, para mim é uma honra imensurável e um presente divino você estar conosco! Te amo muito meu filho, conte sempre comigo!

Papai Papu Ka       

quarta-feira, 25 de março de 2009

Relato de parto nascimento de Pedro Cuccia

Apesar da demora em retornar, pois tempo é uma coisa meio escassa após a chegada do nosso pinguinho de luz, tentarei colocar aqui todas as aventuras vividas desde o dia 27 de Fevereiro de 2009, dia em que nosso lindo Pedro Cuccia Meneses resolveu chegar até a Pachamama fisicamente.

Neste dia as 7 da manhã comecei a sentir dores um pouco fortes no ventre, um pouco de sangue, "Dr. Emerson, Está acontecendo isso, isso e isso...", "Pode se encaminhar pro Sofia"

Saímos de casa as 9 da manhã de sexta e incrivelmente, não tinha trânsito nenhum, por nenhum lugar que passamos, chegamos rapidinho ao Sofia, nem conseguia acreditar, como eu havia combinado com Pedro, ele estava nascendo de sexta, que era o dia de plantão da enfermeira obstetra (Lilia Lopes Coelho - anja na terra, gratidão imensa) que eu queria que fizesse o parto e ainda por cima o Kin no Calendário de 13 luas deste dia era Águia Espectral Azul, e meu kin também é águia, era demais né, ê corujice da mami, aliás, aguice (hehe).

Chegamos ao Sofia e a última vaga da Casa de parto estava me aguardando!! E a Lilia tmb!
As contrações eram fortes, mas eu dei bem conta, na verdade, como disse Sybille (enf. obst.) agente esquece as dores rápido, por isso que temos outros filhos, como já se passaram 26 dias deste dia que narro, eu realmente já esqueci o quão fortes foram as contrações. Urros para juntar forças as contrações, Ka sempre ao meu lado fazendo o que podia para ajudar, massagem, dar a mão, segurar-me, tudo o q ele pôde fazer para ajudar ele fez. Chuveiro com bola, bola sem chuveiro, caminhada dentro do quarto, deitar, não consegue comer nada durante todo o dia, bebi a aguinha da Lilia com as gotinhas homeopaticas e até essa água estava difícil de descer. Bom eram 16h + ou - e apesar da força das contrações ainda não se tinha idéia da hora da chegada do Pedroka, eu já estava exausta pelo meu trabalho de parto e a bolsa ainda não tinha se rompido, Lilia sugeriu q se a bolsa fosse rompida o trabalho de parto seria mais rápido, depois de esperar mais um pouco pedi para que isso fosse feito, pois a exaustão já tomava conta do meu corpo e o Pedro ainda tinha q vir,quase 18h e ainda nada, pedi o soro para acelerar, e então as 18:49, chegou o nosso Pedro, 3,115Kg e 48cm, diante de esforços incomensuráveis da minha parte e da dele com certeza, a dor eu já esqueci, mas tmb é uma dor incomensurável e incomparável, ´pois não quis anestesia, queria sentir tudo da maneira mais natural possível, tem gente que acha q sou louca, por pensar assim....mas eu me realizei, nós conseguimos, eu, Pedro, Ka, Lilia, Rosangela, minha mãe e irmã que ficaram lá do lado de fora esperando o dia inteiro. Pedro estava numa posição complicada com a cabecinha olhando para cima ao invès de estarm com o queixo no peito, por isso tudo estava demorando mais, mas graças a Deus, na hora H ele colocou a cabecinha no peito e veio. Dizer algo do momento que o ví, simplesmente impossível, um misto de sentimentos e emoções, tanta coisa junto, amor, alegria, cansaço, alívio, sensação de sermos vencedores. estar com ele em meus braços pelo tempo que quis, enquanto seu cordão ainda pulsava,beijar sua cabecinha e ele chegou tão limpinho, ouvir o choro compulsivo do meu grande amor e companheiro Ka, que depois me contou quanta vezes durante todo o o trabalho de parto teve vontade de chorar, mas segurou, pois não podia fazê-lo diante de sua companheira que se mostrava tão forte e prescisava de sua força para continuar, são tantos detalhes que aconteceram em tão poucos segundos, Ka cortou o cordão, o que me deixou muito feliz, afinal quem melhor que esse paizão para ajudar nesse momento tão forte, de cortar nossa ligação física, perdi mais sangue que o normal e tive um breve desmaio ao ser transferida para o quarto onde ficaríamos os 3 juntos pela primeira noite de nossas vidas, pobre Ka, mais um susto. Mas eu voltei logo, eu acho. Me alimentei, bebi muito liquido, muito soro também. Tudo terminou bem, o Pedro nsaceu 10 minutos antes do fim do plantão das nossas anjas Lilia e Rosangela, as quais não tenho palavras para agradecer, o carinho, o amor, a dedicação, a força, a coragem, tudo que fizeram por nós. Como poderia eu imaginar que tudo isso me aguardava num serviço do SUS, que é tão criticado e sabotado por médicos e pessoas, que não tem um décimo da humanidade que essas mulheres tem em seu trabalho.

Eu aqui declaro, SOMOS MUITO GRATOS à CASA DE PARTO SOFIA FELDMAN, a todas de sua equipe, Lilia, Rosângela, Rose, Socorro, Najla, Sybille, ao pessoal da cozinha que fizeram refeições vegetarianas para o casal que não come carne (isso mesmo, num serviço pelo SUS tivemos refeições "exclusivas") à todos que tornaram esse sonho realidade, ou melhor que fizeram parte da realização de nosso sonho. Um sonho divino, com personagens divinos.
Uma coisa é muito certa, a consciência do poder da mulher chegou até mim sem avisar, quando um filho chega, da forma que o Pedro chegou, não há como uma mulher não se conscientizar de seu poder, agradeço Deus por ter me dado a oportunidade de encontrar-me com o poder divino que está em mim.

Agradeço muito, todos os dias continuarei agradecendo.....
aguardem as cenas dos próximos capítulos porque por hoje terei que ficar por aqui, dêem uma olhada no depoimento do Ka sobre o parto, simplesmente emocionante.

Depoimento Ka Ribas
PEDRO

Nasceu, nesta sexta feira, 27 de fevereiro de 2009, às 18h49min, nosso muito amado e bem vindo Pedro, um ser humano admirável, frágil, lindo e mágico!
O local de nascimento foi um lugar encantado, onde anjos auxiliam a deusas trazerem para este mundo os seres humanos, assim considero a Casa de Parto do Hospital Sofia Feldman, uma instituição pública que dinheiro nenhum do mundo poderia fazer termos melhor acolhida por tão amáveis, solidários e humanos profissionais.
A mãe de Pedro, o que dizer dessa Mulher admirável, uma grande guerreira, de uma fibra, valentia, coragem, força e entrega que me surpreenderam e me fizeram amá-la ainda mais! Como a Dani se superou nesse dia! Doze horas de um difícil trabalho de parto, a face tranqüila e serena em cada intervalo contrastava com os gritos, gemidos e urros das contrações. Sem anestesia, em nenhum momento escutei ela dizer que não daria conta ou que não agüentaria, mesmo quando a parteira disse que a cabeça do Pedro não estava bem posicionada e o parto seria mais complicado do que o previsto.
Eu, no meu impotente papel de pai, apenas podia massageá-la, dizer palavras reconfortantes e de estímulo, torcer e rezar. Pude participar mais ativamente até o momento em que a bolsa foi rompida pela parteira que disse assim acelerar o nascimento, isso já eram cerca de 16 horas e Dani já estava nessa desde às 7 da manhã! A partir daí, a parteira (Lília é o nome desse anjo), assumiu um papel mais ativo, apesar de que a Mãe, Pedro e a natureza foram os protagonistas principais.
Ser testemunha de um momento tão difícil, mágico, dramático e lindo foi um privilégio, uma iniciação, onde as lágrimas contidas, por medo de desestimulá-la, explodiram em um forte choro compulsivo na hora que vi Pedro ser atirado para fora da Dani.
As palavras também são escassas para descrever o momento em que primeiro vi o Pedro e o escutei, ainda preso ao cordão umbilical, chorar pela primeira vez. Chegou, nasceu, veio a “este” mundo meu filho, fruto de um ato de muito amor no lugar mais energético que conheço, a Ilha do Sol no Lago Titicaca, onde as lendas dizem ser o lugar de origem dos chamados “Filhos do Sol”, que a história conhece como Inkas.
Pedro nasceu sob o signo de Peixes, a data de 27/02/2009 possibilita os arranjos 9:9 (o dia 27, 2+7=9 e o ano 09) e 11:11 (dia, 2+7=9 + 02 do mês=11 e 2+0+0+9=11 do ano), duas referências numéricas muito significativas, dizem até que no dia 09/09/09 será aberto um grande portal dimensional, justamente em Tiawanaku, na Bolívia, próximo às margens do Lago Titicaca.
O 11:11 então é muito especial para mim, desde a infância, o 11 sempre foi meu “número da sorte”, o dia da concepção do Pedro na Ilha do Sol era o Kin nº 111 do Calendário de Treze Luas, Macaco Ressonante Azul da onda encantada da Serpente, e justamente 260 dias depois (um giro galáctico completo, um tzolkin-calendário sagrado dos Maias- completo), portanto novamente se repetindo o Kin 111, Macaco Ressonante Azul, Dani sentiu os primeiros sinais da vinda do Pedro, era a segunda feira de carnaval. Quatro dias depois, no Kin 115, Águia Espectral (o tom Espectral é justamente o nº 11) Azul, que corresponde ao Pulsar do Kin 111 do Macaco Ressonante, nasce nosso Pedro. E a Dani amamentando o Pedro em uma madrugada, se deu conta que o kin de nós 3 juntos é nada mais nada menos que o kin 111, macaco ressonante azul!!!
Estava a pensar em algumas dessas coisas, sincronicidades e sinais, quando saí do quarto em que havíamos sido transferidos após o parto do Pedro, em direção à pequena varanda (todos os quartos da Casa de Parto do Sofia Feldman possuem uma) e levei meu olhar em direção ao Céu que estava esplendoroso e repleto de estrelas. Porém, a primeira constelação que vi, foi a Cruz do Sul, nossa referência no hemisfério austral e muito sagrada para as tradições indígenas. Nesse momento passou ao lado da Cruz uma estrela cadente! Senti uma gratidão tão imensa ao Grande Espírito, ao Infinito, o Criador, a Deus, que palavras não podem expressar!
Isso tudo me faz pensar na responsabilidade de ser pai de um serzinho tão especial como o Pedro, mais uma criança cristal das tantas que estão a nascer e que herdarão o novo mundo que emergirá desse momento de transição em que vivemos, cabe a nós preparar o terreno para que esses seres de luz como o Pedro cumpram com êxito sua nobre missão: criar o Céu aqui na Terra!Quero concluir esse relato agradecendo com profunda reverência, ao Deus Pai que nos criou e à Pachamama, Mãe Cósmica que nos sustenta. Agradeço aos anjos que trabalham na Casa de Parto do Sofia Feldman, em especial à Lília e Rosângela que acompanharam o parto do Pedro. E um agradecimento muito especial você Dani, guerreira, mulher e mãe que já admirava e muito amava e agora admiro e amo ainda mais, sinto muito orgulho de você meu Amor! E a você, Pedro, Pedroka, meu filhinho, te amo incondicionalmente, com tudo que sou e que tenho, muito obrigado por você ter me concedido a honra de ser seu Pai!